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Virgula

autora de minhas peripécias



domingo, 29 de agosto de 2010


Teoria de um louco

Nada

Antes de tudo, antes do tempo, antes do universo, antes mesmo das forças físicas, o NADA governava.

No nada não existe espaço, no nada não existe vazio, no nada não existe coisas para se colocar.

Não existe nem espaço para o NADA se ocupar.

“Como é lindo o NADA.”

A sua não-existencia, a sua ausência em tudo!

Como ele fala tudo em curtas palavras.

Loucura é pensar nestas coisas?

Que nada.

Pensar num espaço, planeta ou até mesmo sistema solar.

Na vida...

Podemos de alguma forma preencher o NADA?

Por toda a vida buscamos algum tipo de significado as coisas sem definição.

Eis nosso ponto de vista?

Pensamos assim mesmo?

Um louco por nada a se pensar agora?

Louco.

Ele não pensa mais...

Ele passou a ignora tudo aquilo que não lhe convém.

E de uma forma proposital ele faz e continua a fazer as mesmas perguntas.

Mais de alguma forma essa NADA não existe para ele ou até mesmo para você.

Mais ao mesmo tempo isso passa a existir de alguma forma... O louco comenda a sua não existência.

Como explicar?

Se dissermos que algo realmente não existe então este mesmo “algo” agora passa a existir em algum lugar, ou não? Como negar aquilo que não existe? Se não existe não tem razão em negar...

Eis a existência de todas as coisas? Será o NADA aquilo que nego dentro de um conceito de não existência?

Existir, como posso dizer que nada não existe?

Que baseamento eu tenho sobre isso?

É apenas uma teoria?

Não se pode explicar essas coisas?

Então por que o louco explica?

O NADA não é nada assim ele diz.

Antes de tudo somos aquilo que veio depois do nada.

Quando o universo se fez um universo esse NADA já habitava em nosso não espaço de julgamento. Assim diz a teoria deste louco.

Em um não-espaço eu vagava... Vagava.

Isso me faz pensar que ele nunca existiu.

Somos um problema assim como também somos a solução, nem mais forte e nem mais fraco, nem mais e nem menos.

Então como se iniciou tudo isso? A nossa historia?

A minha historia?

Penso que o tempo antes não era tempo, era NADA a vagar no nada, nem livre pois a liberdade não existia.

E por tempos o nada se expandia até atingir um tamanho alcançável de existência.

Mais como? Se o nada não existe? Como se expandir aquilo que não existe?

O nada passou a adquirir tamanho, não por não existir mais por simplesmente de alguma forma existir pessoas que procuravam o seu significado.

Eu me perguntei o porquê de algumas coisas...

Deram nomes aos bois.

Quando me coloco no espaço de não - existência e digo que meu inicio veio depois da explosão do ovo atômico do big bag...

Eu denoto a minha teoria.

Assim, os homens fazem isso... Levam multidões por suas vãs filosofias e crenças cheias de fantasias.

Por que eu não posso acreditar nas minhas também?

Eu já acreditei nas mentiras...

Os homens passaram a se perguntar por demais.

Alguns bois nem ao menos estiveram vivos.

Esse foi “dom de existência passiva”?

Eis que uma faixa de tempo ornamentava essa especulação do NADA.

Nada seria nada existira se não fosse à mente humana a se perguntar o porquê das “não existências” das coisas.

Mas as perguntas existem e elas de alguma forma nos da também respostas ou então nos faz espera por elas.

E foi por isso que o tempo tornou-se tempo.

Em um não-espaço de nada se corria esta pergunta.

Números...

Números tornaram-se tempo agora para aqueles que esperam.

O louco acredita tanto nesta teoria.

O NADA passivo do homem era antes uma espécie de “TUDO”.

Foi-se um dia algo suficiente para se colocar nomes aos bois.

Quando não se tem respostas e nem fé a não existência torna possível aquele progresso, ou seja, as coisas agora podem acontecer.

O louco crer numa verdade ou numa mentira?

Quem é você para me julgar?

Não é nada.

Acreditar...

Sua crença vem do surgimento?

Com o surgimento do tempo houve também a existência do INICIO assim diz o louco desta teoria.

E como surgi é apenas um inicio, foi questão de tempo o nada se expandir mais e mais.

Até que ele chegou no seu limite.

Houve o LIMITE.

Com todas essas existências a surgi o NADA não pode mais ser chamado de nada.

Vários nomes ele recebeu e recebe até hoje.

Destino, universo, pensamentos... Eis alguns de seus nomes.

Por tempos e mais tempos o universo floresce num pequeno espaço.

Como isso aconteceu?

Quando o nada deixou de ser NADA ele perdeu toda a sua não potencialidade, a sua involução estaria toda comprometida e com isso o tempo se encaminhou do resto.


O universo

Quando surgi torna-se o inicio de tudo aquilo que não existia antes a necessidade de um espaço é ocupada por aquilo que chamamos de universo.

E aquilo que imaginamos toma sua forma.

Negro como trevas.

A luz majestosa surgiu no vigor da maravilha solar.

Um sistema e uma galáxia, um planeta chamado de terra.

Seres vivos...

...consciência.

Algumas mudanças são nocivas e outras benéficas.

...é [quando o coração passa a colocar a culpa em tudo aquilo que vem a se torna trevas.]

As trevas só existem pela ausência de luz.

Assim são os seres humanos.

Quando vejo mentes e corpos se esvaindo ao mal também vejo aqueles seres vivos perderem parte de sua luz.

São as trevas sendo forjada.

A conseqüência é a voz maligna que soa em nossos atos.

Homens são simplesmente homens.

O universo é apenas um pequeno universo.

O nobre torna-se referencia.

O mal se materializa.

A guerra toma sua forma.

E outra vez um novo começo acontece.

O NADA é algo que eu nego a sua existência.

O NADA por si só já e algo a se pensar.

Ele já foi criado.

Eu não.

E pensar que tudo isso surgiu do nada.

O NADA assim como o universo são coisas que tem o seu valor.

Quem sabe quantos “NADAS” existem por ai?

Não somos nada.

Então do nada podemos manifestar grandes forças?

Talvez.

Você acredita nisso?

Quem sabe essa luz solar do universo vem a criar um ambiente totalmente diferente.

Aos dias e noites.

As trevas e a luz.

São as estações do ano que nós faz dançar.

Tudo porque este planeta nunca parou de gira.


Castro Neto

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