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Virgula

autora de minhas peripécias



terça-feira, 17 de maio de 2011


Ensino e aprendizagem: Comportamento ou genes?

Ou é tudo a mesma coisa?




Para compreender o comportamento humano, é relevante identificar quais as variáveis que o controlam.

Bom, o estudo deve inicia-se desde os determinantes do comportamento (antiguidade) até a ciência moderna. Avaliar a relação homem e meio e assim discutir o que vem ser comportamento inato ou aprendido.

Filosofando...

Alguns filósofos ( como Platão, Leibniz e Kant) e estudiosos do meio falam que o ser humano já nasce com um certo “algo”.

Mais o que seria esse “algo”? Seria algum tipo de essência?

Qual o papel desse “algo” na APRENDIZAGEM humana?

De amplo aspecto, podemos então dizer que tudo aquilo que vem a ser inato é algo de extremo e suma importância para a sobrevivência do individuo?

Dentre os ditos “algos” foram-se destacados os instintos (Platão).

Os desejos de ser feliz (Kant).

Outros filósofos, diziam que era somente inata a capacidade de aprender, interagir, conhecer e etc e tal.

Mais existem aqueles pensamentos UNIVERSAIS que dizem que esse “algo” é algo que o ser humano já nasce com ele...

A ciência naturalista...

Em “A origem das espécies” Charles Darwin descreve o INSTINTO como ato em que o individuo começa a executa suas ações sem ter experiência, do mesmo modo, sem razões aparentes. (p.130)

Um exemplo disso, vemos que alguns pássaros de fato já nascem com instinto de cantar, porém só ter o instinto por si só não lhe garante que ele já nasça cantando como um adulto, ou seja, os jovens com tempo vão APRENDENDO as verdadeiras características de um canto (Darwin chamou tal fenômeno de TRANSMISSÃO CULTURAL).

Isso nos remota a idéia de hereditariedade ou até talvez uma possível evolução (algo benéfico).

Então podemos dizer que um hábito pode torna-se um instinto?

(Já percebeu que só faço perguntas aqui? E muitas delas sem respostas? Isso é mais filosófico do que pensei.)

No seu livro “A origem das espécies” Darwin também disse:

“ não vejo dificuldade em supor que a seleção natural transforme um hábito ocasional em permanente, se for vantajoso para a espécie” (p.135)

Eu ACHO que Darwin acabou de afirma parte de nossas perguntas idiotas.

E não parou pela ai...

“uma vez adquirido o instinto, a seleção natural poderia aumentá-lo e modificá-lo” (p.137)

Obs: Devemos lembra que Darwin não tinha o conhecimento da mãe genética.

Darwin em outra colocação nos fala a respeito das possíveis modificações do instinto, isto é, e totalmente possível o AMBIENTE influenciar na transmissão do ato instintivo a ponto de modificá-lo (Em outras palavras, o comportamento inato pode ser afetado pela experiência).

Isso soa mais como uma pergunta. Não acham?

(Não sei se estou estudando e vendo as coisas de maneira errada, porém eu vi o texto de seus relatos desta maneira... Se existir algum especialista nisso... Que me ajude!!!!!! Kkk’s)

Bom, saindo um pouco de Darwin.

Morgan (1896/2004) afirma que a herança dos progenitores é mais que gene, ou seja, as variações durante a vida dos progenitores seria de certa forma passada a prole como uma espécie de SENSIBILIDADE - uma pré – disposição orgânica a desenvolver determinados comportamentos de acordo com a influencia ambiental – o que aumentou o grau de sobrevivência em grande parte das espécies.

A psicologia, no entanto...

Segundo Watson (1930/1970) em seu livro Behaviorism, ele apresenta a tese behaviorista de compreensão do instinto.No livro ele fala do comportamento aprendido e do comportamento não aprendido.

Comportamento aprendido = é tudo aquilo que seja necessário antes de mais nada algum tipo de treino, além de comentar que habilidades, capacidades e características mentais em geral seriam, também, aprendidas((maturação)

Comportamento não aprendido = Conjunto de respostas, o organismo nasce com toda uma estrutura para emitir uma estimulação(reflexos logo ao nascer)

O homem

Não teria como compreender o comportamento do homem assim como se faz com um lagarto, o ser humano é completo e complexo, não existindo assim nenhuma forma de se fragmenta o estudo.

Ainda Watson (1930/1970) afirma que a estimulação ambiental sempre será distinta entre dois indivíduos.( podemos ver que mesmo alguns organismo que sofram algum de “treinamento” sempre existira aquele que vai responder de maneira diferente do outro).

A genética

Podemos dizer que é bem possível que os padrões do comportamento tenham suas origens genéticas?

Mais (Lashley, 1938) afirmou a seguinte frase:

“ o instinto é de real significância para problemas da base fisiológica do comportamento”

Conclusões

A visão de inato e comportamento aprendido por estes autores descritos implica na grande maioria dos casos em serias dicotomias que não chegam a lugar nenhum ( o nome já diz isso).Contudo, afirmar que o genótipo é o único responsável pelo comportamento( instintivo ou não) e algo que não podemos garantir (de fato sabemos que ele tem sua influencia, mas que não assegura a sua totalidade sobre o organismo), sendo assim, seria mais sensato conjectura sobre as relações existentes entre organismos e ambientes.

Pegando a idéia de organismo como todo, pode-se se dizer que todo e qualquer tipo de COMPORTAMENTO tem de lá suas características anatômicas, genéticas e a fisiológicas internas, sobre tudo, a interação entre hormônios e sistema nervoso central (humanos).

Assim, não preciso ser um cientista renomado para dizer tais coisas, por exemplo, quem vai me dizer que um rato ao fazer seu ninho não seja uma questão de instinto e que ao mesmo tempo o aperfeiçoamento do mesmo seja uma questão de aprendizagem? Esta é minha duvida...

A certeza que tenho é que todo ser ser vivo é pré – programado para o sexo e mesmo assim em nossa espécie aprendemos determinadas coisas de modo tão especifico que hoje em dia existem mil e uma maneiras de se fazer sexo.( Nem sei o por quê de eu ter dito isso?)


Castro Neto

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Assim penso eu... Comenta ae hominídea rs.